Novo... de novo!

Eu senti falta desse blog... to há mto tempo sem postar e tb há mto tempo querendo voltar a postar... mas recomeçar do zero às vezes é um saco! Então vou ficar bem na minha e fingir que nada aconteceu nesse mês inteiro em que estive fora. Quer saber o que andou acontecendo na minha vida? Vá em http://www.fotolog.net/absolutdiva

Em luto

Resolvi dedicar esse meu primeiro post a um fato que me deixou mto triste: o fechamento da Level.

Eu não frequentava mais o lugar, estava mesmo mto ruim. Gente feia, mta mulher, mto hetero, vazio... mas na hora que ouvi que o lugar tinha fechado, senti um vazio.

Já ouvi e li mta gente falando sobre isso, mtos órfãos da Level contando suas histórias... mas não acho que seja pretensão minha dizer que a Level tinha um significado mto especial para mim. Depois de sair de um namoro de 3 anos, mto fechado em nós dois, que me afastou de amigos, que me tirou da vida noturna, que suprimiu minha personalidade... foi a Level e seus frequentadores que me abrigaram. Foi lá que eu descobri que posso ser feliz sozinho, que tem pessoas queridas e amadas que me acham querido e amado.

Todo sábado, era certo, eu estava lá. Minha casa, meu chão. O meu cantinho perto do palco, os meus amigos... nada era combinado, a gente simplesmente sabia que estaria lá. Era natural, era bom.

Os manobristas no meio da rua, a tiazinha do estacionamento, pega flyer, vai pra fila, revista, paga R$ 17, entra, vai no banheiro, calor, pista, canto perto do palco, amigos, Cecin, Ciotti, Cha Cha Cha, buzina, Raphaella, Divina Nubia, banheiro, bate-papo encostado na pia, cerveja, pista, sexercise, milkshake, easy as life, tira a camisa, bja na boca, amigos, pista, teto solar, pista, pista, pista, "a última", pista, pára a música, quero mais, saída, flyer, tiazinha do estacionamento, carro.

Era sempre igual e sempre diferente... era sempre bom. Sair da Level era estar de alma lavada, era sair dizendo que quem não conhecesse aquela sensação nunca poderia dizer que é feliz.

Mas uma frase, repetida algumas vezes por mim, pelo Carlinhos e pelo Renateenho na saída da Level, hoje martela a minha cabeça: "Isso não vai acabar nunca!"... e acabou.

Claro que eu me jogo na Babylon... claro que eu aguardo ansiosamente pela nova boate do Kalil, em fevereiro... mas acho que nada nunca vai ser a Level. Acho que nunca mais me sentirei uma célula de um corpo único formado por mais de 4 mil pessoas se divertindo JUNTAS. Pq esse era o astral daquele lugar, esse era o clima! Do começo ao fim aquele lugar de luxúria e libertinagem tinha, paradoxalmente, um clima "família".

O que fica, então, é a lembrança de um lugar fantástico, o 'Moulin Rouge' dos nossos tempos. Fica a inesquecível imagem da festa do sábado pré-Parada desse ano. Fica o calor daquela massa de corpos, almas e corações que já bateram juntos um dia.

Fica aquela mesma sensação que me dava todo domingo de manhã, qdo eu saía da Level. Um arrependimento por ter saído... mesmo sabendo que a música tinha parado e a luz estava acesa, dava vontade de voltar e ficar mais.

Toca mais uma! CHA CHA CHA!

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