Eu te amo
Gui Tronolone
Eu te amo como um todo
Eu te amo como ninguém vai amar
Eu te amo com o poder do fogo,
A força da água e a constância do ar.
Eu te amo como doença
Da qual não quero me curar
Eu te amo como crença
Que ao céu vai me elevar
Eu te amo todo dia
Eu te amo segundo a segundo
Com um amor que eu nem sabia
Que podia existir no mundo
Eu te amo com a cabeça
Com a alma e com o coração
Eu não me peça que te esqueça
Isso eu não consigo não
Eu te amo assim de nome
Desse amor que eu te chamo
Eu te amo é minha fome
Eu te amo, eu te amo, eu te amo!
After All
Cher & Peter CeteraWell here we are again
I guess it must be fate
We've tried it on our own
But deep inside we've known
We'd be back to set things straight
I still remember when
Your kiss was so brand new
Every memory repeats
Every step I take retreats
Every journey always
Brings me back to you
After all the stops and starts
We keep coming back to these two hearts
Two angels who've been rescued from the fall
And after all that we've been through
It all comes down to me and you
I guess it's meant to be
Forever you and me
After all
When love is truly right
This time it's truly right
It lives from year to year
It changes as it goes
Oh and oh the way it grows
But it never disappears
Always just beyond my touch
Though I needed you so much
After all what else is living for
Papa durante 26 anos de profundas transformações
na sociedade, João Paulo II deixa questões a serem resolvidas
Com a agonia e conseqüente morte do Papa João Paulo II, o mundo todo se pegou fazendo duas coisas: um balanço de sua gestão à frente da Igreja Católica, e uma rede de expectativas sobre o futuro dessa instituição. Isso porque a influência do Vaticano transcende a religiosidade e toca social e politicamente muitos povos em todo o mundo.
Papa desde 1978, João Paulo II esteve à frente do pontificado através de diversas e profundas transformações no mundo todo. Desde a queda do regime comunista soviético, a consolidação do papel da mulher na sociedade, até o surgimento da Aids.
Politicamente, ele foi um marco nas relações da Igreja com Estados e outras religiões. Foi o primeiro Papa a entrar em uma sinagoga e em uma mesquita, empunhou o discurso ecumênico pacificador e posicionou-se contra todas as guerras ocorridas durante esse período.
Porém, e aí entra a parte que nos interessa mais diretamente, João Paulo II fugiu das questões realmente polêmicas dos dogmas católicos. E essa negativa do Vaticano em se abrir a esses debates teve conseqüências desastrosas.
O celibato dos padres provocou dois fenômenos. O primeiro, importante apenas à Igreja como instituição, foi o esvaziamento das paróquias. Mais de metade das paróquias do mundo todo não têm padres ordenados. O segundo, socialmente gravíssimo, foi a explosão dos casos de abusos sexuais cometidos por padres, em especial contra menores de idade.
As relações do Papa com as mulheres também foi esquiva. Por todo o mundo as mulheres iniciaram movimentos para que fosse permitida sua ordenação como Madres católicas e o Vaticano se calou. Também o direito ao aborto foi negado às mulheres, sem debate, assim como o uso de métodos contraceptivos. Socialmente, principalmente em longo prazo, as conseqüências dessa estagnação dos dogmas católicos pode ser muito graves. Lembrando, inclusive, de que a imensa maioria dos católicos é de países subdesenvolvidos.
Além da questão populacional, outro desenrolar desastroso da falta de atitude do Vaticano, sob o poder de João Paulo II foi em relação ao uso de camisinha. A Igreja Católica pode ser apontada como uma das grandes responsáveis pela disseminação da Aids no mundo. Principalmente entre mulheres casadas, grupo que mais tem aumento de casos de infecção do HIV.
Com os homossexuais, nenhum humanismo. João Paulo II afirmou categórico que somos “aberrações espirituais” e que as paróquias católicas pelo mundo afora deveriam atuar junto aos parlamentos de seus países para cessar ao avanço do nosso direito ao casamento civil. Com especial apelo contra o direito a adoção por casais gays.
Esse é o legado que “João de Deus” deixa. Ousadia e renovação na política e diplomacia, covardia e fuga no humanismo. João Paulo II transformou definitivamente o Vaticano em um Estado e se omitiu enquanto via sua Igreja se afastar cada vez mais dos seres humanos.
Sem santificação e nem demonização, por sua alma, eu peço apenas uma coisa: que antes de morrer ele tenha se arrependido de seus cinismos.
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